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10/04/2016

"Jovens da Bíblia":Jesus - Salvação para a humanidade.
Unknown15:30 0 comentários


Antes de vir a este mundo, Jesus era um grande rei no céu. Era importante como Deus, no entanto, amou de tal maneira o pobre povo desta terra, que se dispôs a colocar de lado sua coroa real, e vir ao mundo como membro de uma  família humana.

Ele poderia ter vindo à Terra com tal beleza que teria sido diferente dos filhos dos homens. Poderia ter vindo de tal maneira que encantasse os que olhassem para Ele. Porém, essa não era a maneira planejada por Deus para que Ele viesse entre os filhos dos homens.

A humanidade contemplou pela primeira vez Cristo como um bebê, como uma criancinha. Seus pais eram muito pobres, e Ele nada tinha na Terra senão o que os pobres possuem.

Passou por todas as provas pelas quais os pobres e humildes passam desde o berço até à meninice, desde a juventude até à idade adulta.

Em sua juventude, ele trabalhou com o pai no ofício da carpintaria, mostrando assim que no trabalho nada há de que se envergonhar.

Ainda jovem, foi batizado no Rio Jordão por seu primo, João Batista. Seu batismo não foi algo que simplesmente "cumpria o ritual ", mas foi uma verdadeira confissão de sua fé e missão e uma constatação do Espírito Santo.

Depois disso ele é tentando pelo Diabo no Deserto. Porém, como estava firme em sua missão, negou todas as propostas de seu adversário e prossegue com seu ministério, que estava começando.

Nesses momentos, Jesus Cristo chama os primeiros discípulos e faz seu primeiro milagre.

Muitos outros milagres foram feitos por Ele em muitos outros lugares. Ele curou, libertou, salvou e ensinou a muitos sobre o Reino de Deus e coisas que ainda estariam por vir. Uma dessas coisas foi a sua morte.


Jesus morreu cravado na cruz no dia 14 de Nisán, sexta-feira 7 de Abril do ano 30.

A crucifixão era uma pena de morte que os romanos aplicavam a escravo e ladrões. Tinha um caráter infamante, assim não poderia ser aplicado a um cidadão romano, somente aos estrangeiros.

No entanto, para aproximar-se da realidade do que foi a morte de Jesus na cruz, não basta fixar-se em dolorosos detalhes trágicos que a historia é capaz de ilustrar, pois a realidade mais profunda é a que confessa "que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras" (1 Cor 15,3). Nessa entrega generosa a morte na cruz manifesta a magnitude do amor de Deus para com o ser humano: "Deus demonstra seu amor a nós porque, sendo ainda pecadores, Cristo morreu por nós" (Rm 5,8).

Veja um retrato da morte valiosa de Jesus:

Lucas 23.44-49

Mais ou menos ao meio-dia o sol parou de brilhar, e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde. E a cortina do Templo se rasgou pelo meio. Aí Jesus gritou bem alto:

— Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!

Depois de dizer isso, ele morreu. Quando o oficial do exército romano viu o que havia acontecido, deu glória a Deus, dizendo:

— De fato, este homem era inocente!

Todos os que estavam reunidos ali para assistir àquele espetáculo viram o que havia acontecido e voltaram para casa, batendo no peito em sinal de tristeza. Todos os amigos de Jesus e as mulheres que o tinham seguido desde a Galileia ficaram de longe, olhando tudo aquilo.

Por amor de nós ele se entregou e padeceu, foi levado como condenado, mas, ressuscitou como inocente. O cordeiro de Deus venceu a morte no terceiro dia! Aleluia!

Jesus morreu por aqueles que querem a salvação. Não há limite nem no valor, nem no poder da salvação de Deus, porém em sua soberania Cristo tem assegurado que esta redenção seja aplicada somente a todo aquele que invocá-lo.


Hoje, Jesus Cristo é o nosso maior exemplo. Ele nos ensinou que a sua vinda nesta Terra foi para que pudéssemos alcançar a graça de Deus. Ele se entregou para que a vida fosse devolvida a nós, através de seu sacrifício. Ele é a propiciação eterna, pois uma vez que aceitamos o sacrifício d'Ele, aceitamos também nos render a ele.

Jesus venceu!  E é por isso que devemos nos alegrar todos os dias, pois nem a morte, nem o pecado, nem o inferno e seus demônios, conseguiram fazer com que ele desistisse.

Através de Jesus somos salvos, somos servos, somos amigos e mais do que isso somos AMIGOS de Deus! E em seu nome temos poder para curar, libertar e fazer maravilhas.

Que a cada dia mais, você venha se espelhar no Senhor Jesus e venha desenvolver em você, as características dele.

"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.
E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!
Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome,para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra,e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai." 
Filipenses 2 - 5,11

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Agora, chegou a hora da despedida! Snif Snif

Hoje nós encerramos a série, porém quero que tudo que foi visto e aprendido aqui, seja aplicado diariamente na sua vida Jovem!

Falamos sobre Daniel, Estevão, Jacó, Davi, Moisés, Timóteo, Maria e hoje sobre Jesus.

Que toda essa série de estudos sobre os jovens da Bíblia venha te ajudar a edificar o seu caráter cristão e também na sua edificação pessoal!

Que você venha fazer a diferença, por onde quer que você passar! 

Que as pessoas ao seu redor reconheçam que você também é um JOVEM DA BÍBLIA! 

"Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno." 1 João 2- 14

Deus abençoe! Tem novidade por aí!



02/04/2016

"Jovens da Bíblia": Maria - Indo na contramão para fazer a vontade de Deus.
Unknown13:00 0 comentários

Boa tarde galera!

A nossa série jovens da Bíblia está a todo vapor, porém entrando em sua reta final. Hoje é o dia do penúltimo jovem que traremos nessa temporada (estamos pensando, sim, em fazer a 2ª temporada em breve) e falaremos um pouco sobre Maria, a mãe de Jesus.


Muitos podem até não entender o porque de tratarmos sobre ela aqui nessa série, que fala sobre os jovens da Bíblia, mas para os que não sabem, a história dela começa a ser retratada na Bíblia durante a sua adolescência. E quando sabemos disso, faz com que a vejamos de outra forma e consigamos contextualizar sua história em nosso cotidiano. Obviamente isso não quer dizer que o Espírito Santo nos avisará o mesmo que avisou a ela (que ela geraria a Cristo - Lc 1.30 e 31) mas nos traz uma grande lição de amor, obediência e submissão.

Maria estava noiva de José (Lc 1.27), logo os dois não moravam juntos nem tinham tido relações sexuais. Porém, um dia em sua casa um anjo lhe apareceu e disse que nela seria gerado um filho e que esse se chamaria Jesus (Lc 1.31). A primeira pergunta dela foi como isso aconteceria sendo que ela ainda era virgem e não era casada, porém o anjo lhe explicou que seria por intermédio do agir do Espírito Santo (Lc 1.34 e 35). Nesse momento, após a resposta do Anjo, Maria poderia ter dado várias respostas, mas a única coisa que ela disse foi "Aqui está a serva do Senhor, que se cumpra em mim conforme a tua palavra." (Lc 1.38). Esse é o ponto crucial que quero abordar com vocês hoje.

Como disse acima, esses eventos relatados a respeito de Maria, na Bíblia, começaram em sua adolescência. Na Bíblia não fala a idade dela especificamente, mas os pesquisadores e estudiosos já obtiveram informações que, segundo os costumes da época quanto a idade que as mulheres tinham quando acontecia o noivado e o casamento, Maria teria por volta de 13 anos quando disse o sim para algo proposto por Deus a ela.

Fazendo uma rápida análise sobre toda essa situação, imagina uma garota de 13 anos, noiva, em uma cultura extremamente rígida e intolerante, é informada que ficará gravida e não de seu noivo, seria do Espírito Santo, e esse bebê que ela esperaria seria o Salvador do mundo. São muitas coisas improváveis e "loucas" em um único contexto. O que será que passou pela cabeça dela? "Tudo isso é verdade ou estou delirando?", "Era um anjo mesmo?" "Será que realmente existe O Messias que virá salvar o seu povo?" "O que vão pensar de mim?", "Será que José vai me abandonar?", "Será que serei apedrejada?" (pois no costume da época, noivados que eram rompidos por motivo de adultério, estupro, fornicação ou incesto pediam morte por apedrejamento) e imagino que eram perguntas que não tinham fim. 

Aos nossos olhos, se ela questionasse ao anjo com todas essas perguntas, seria mais que normal e justo, e se ela se recusasse a aceitar por qualquer um desses motivos ou qualquer outro, seria aceitável. Afinal, a vida dela estava prestes a mudar totalmente e ela corria o risco de até morrer por isso. Mas Maria contrariou toda a ótica racionalmente humana para essa situação, ela, em um ato de amor, obediência e submissão ao Deus que seus pais lhe apresentaram e a ensinaram a crer, simplesmente disse "Estou aqui, faça a sua vontade!"

Trazendo para o nosso contexto, quantas vezes Deus nos apresenta seus projetos e planos, nos pede algo e nós dizemos não? Do ponto de vista humano e com base nos hábitos que a sociedade atual têm, é extremamente aceitável e justificável o nossos "nãos". Mas do ponto de vista cristão, com base na fé e evangelho que professamos, será que é? Será que podemos dizer, em todos os aspectos em que nossas vidas estão inseridas, que "O viver para mim é Cristo e o morrer é ganho."( Filipenses 1.21)?

A Bíblia é muito clara a dizer que quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perdê-la por causa de Cristo, a encontrará. Porque,  de nada adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma. (Mt 16.25 e 26). O que quero dizer é que para que vivamos o evangelho verdadeiro, precisamo fazer renúncias, precisamos passar por cima de medos, inseguranças, lógica humana e aceitação da sociedade.

Deus usa as coisas loucas para confundir as sábias (1 Co 1.27). Foi louco um anjo aparecer e dizer para uma adolescente que ela seria mãe do Messias tão esperado. Foi louco uma virgem ficar grávida por ação do Espírito Santo. Foi louco um noivo ver sua noiva grávida dizendo que aquela gravidez não era fruto de traição e decidir acreditar nela e não romper o noivado.

Toda essa história na ótica humana não faz o menor sentido, mas é nessa história que dizemos acreditar e pautar a nossa vida. Em respeito a ela, que loucura do ponto de vista humano/ social, você tem feito? Quando Deus te propõe algo que seus amigos acham louco, o que você diz? Sim ou não? Pensa no amor que Ele tem por você e, em resposta a esse amor, você renúncia tudo, ou ouve seus amigos e faz a linha "Sou normal, sigo a galera?"

Que todos os dias nossas mentes sejam renovas em Deus e o nosso amor por Ele também! Que não percamos o foco - Cristo, e o nosso sim para Ele seja maior do que nossas dúvidas, vontade de aceitação pela sociedade e satisfação do nosso próprio ego e vontade.

Fiquem na paz!

26/03/2016

"Jovens da Bíblia": Timóteo - Sendo Usado por Deus.
Unknown14:11 0 comentários

Dando prosseguimento a nossa série hoje falaremos sobre TIMÓTEO.


Timóteo, amado "filho" na fé. O jovem Timóteo morava na cidade asiática de Listra, e era filho de uma judia crente e um pai grego (veja Atos 16:1). É provável que Timóteo e sua mãe fossem convertidos pela pregação de Paulo durante a primeira viagem missionária do apóstolo (Atos 14).

Ao visitar Listra novamente durante sua segunda viagem, Paulo ouviu o bom testemunho dos irmãos sobre Timóteo e decidiu levá-lo consigo para o trabalho da pregação do evangelho (Atos 16:2-3). Sendo que o pai de Timóteo não era cristão, Paulo logo se tornou como um "pai" na fé para este discípulo. O apóstolo mostra grande respeito, confiança, e amor por Timóteo, mencionando o discípulo com muita afeição em 8 das 13 cartas que escreveu.

Quando Timóteo decidiu por seguir à Paulo em sua viagem a Éfeso, resolveu também que se circuncidaria. Timóteo não precisava ser circuncidado, pois como Paulo mesmo pregava, isso já não era mais importante. Ele foi circuncidado porque o seu pai que era grego estava acostumado com este rito, e com essa atitude Timóteo demonstra que seu verdadeiro desejo era agradar à Deus, e ganhar a simpatia do seu novo pai.

Em I Timóteo 6:3-10, Paulo deu  as primeiras instruções à Timóteo:

Paulo o aconselhou:

a) A se afastar de pessoas que ensinam doutrinas segundo a sua própria vontade, pessoas que usam a palavra para beneficio próprio.
b) Ensinou-o a estar contente com aquilo que tem e  ter um coração grato pelo cuidado do Senhor, por Ele suprir as necessidades do vestir, do comer e de ter onde repousar em segurança.
c)  Aconselhou-o  ainda que aqueles que almejam as riquezas deste mundo caem em armadilhas e tentações e tomam caminhos loucos que trazem o mal e causa a própria ruína.
d) Aconselhou Timóteo a desviar-se de pessoas que desviam a sua fé de Cristo amando mais ao dinheiro, e com isso sofrem toda a espécie de males e consequências dolorosas.

Timóteo nos deixou lições preciosas de como um moço ou uma moça podem servir a Deus e fazer a diferença no mundo:

1) Timóteo foi um jovem atuante no evangelho desde muito pequeno.
(Atos 16:1). Muitas pessoas alegam que o jovem é a igreja do amanhã; mas no caso de Timóteo essa ideia não foi válida. Ao contrário, com a sua atuação desde cedo no evangelho, na pregação, no ensino da Palavra e no pastorear a igreja, Timóteo nos ensina que o jovem é a igreja de hoje, que o jovem pode assumir grandes responsabilidades na causa de Deus.

2) Timóteo tinha uma ótima reputação que ultrapassava a sua cidade.
(Atos 16:2). Vê-se no texto que ele era conhecido em sua cidade Listra, e também em Icônio. É muito animador ver que existem pessoas que, mesmo jovens são capazes de causar uma boa impressão. Porém, no caso de Timóteo, o seu testemunho falava alto, a ponto de pessoas de outra cidade reconhecer a sua fé.

3) Timóteo escolheu um ótimo mentor.
Paulo foi o mentor de Timóteo. Mentor é a pessoa que serve a alguém de guia, de sábio e experiente conselheiro; é uma pessoa que inspira, estimula, cria ou orienta: idéias, ações, projetos, realizações etc. Timóteo não poderia escolher alguém melhor. Paulo era um homem sábio na religião cristã, mas, principalmente, era um apóstolo de Jesus Cristo. Paulo conduziu Timóteo a fazer uma grande obra, sendo reconhecido nos nossos dias como um evangelista, um mestre e um pastor de referência para a liderança atual.

Quem tem guiado a sua mente? Quem tem guiado você? Alguns são guiados pelas ideias liberais dos amigos descrentes. É o que chamamos de: “a pressão do grupo.” Os amigos falam, e isso torna-se em lei. Não adianta o pai orientar, a mãe falar,  que o jovem, que vive longe de Deus, não ouve mais ninguém. E se o jovem  arranjar uma namorada então? Se estes também são crentes e tem bons princípios tudo bem, mas e se acontece o contrário?  Outros são guiados pelas literaturas que lêem ou pelos sites que vêem. Outros são orientados pelos tipos de músicas que ouvem.

QUAL É O JOVEM QUE DEUS USA?



Às vezes, pensamos que Deus só usa jovens cheios de talentos e extrovertidos. Pensamos também que os algumas pessoas da Bíblia são "supermans".Contudo, o texto nos mostra que Deus usa jovens que são sinceros com Ele, independentemente de seus temperamentos e aptidões:

Timóteo tinha um temperamento introvertido.
-Ele era tímido (2Tm 1:7).
-Ele era emotivo (2Tm 1:4).
-Ele era medroso (2Tm 1:7,8; 2:1,3; 3:12).
-Ele era doente (1Tm 5:23).

Mesmo com todas essas desvantagens, nós sabemos que ele foi um jovem muito usado por Deus, e hoje é um dos nossos maiores referenciais de cristãos do Novo Testamento.

Tudo isso se resume em 2 pequenas vantagens que ele possuía:

-Timóteo era comprometido com Deus (1Tm 4:12). 
-Timóteo era um dos grandes exemplos de fidelidade e responsabilidade (Fp 2:19-21; 1Co 16:10).

Com base na vida do jovem Timóteo, exporei alguns pontos importantes para você, jovem cristão, que também deseja ser usado por Deus:

- Formação familiar (2Tm 1:5; 3:15). Timóteo teve orientação cristã na sua família. Não significa que o jovem que não teve essa orientação não pode ser usado por Deus mas, sim, evoca a importância do envolvimento espiritual na família.

- Amizade espiritual (2Tm 1:4; Fl 2:19,20). Timóteo tinha amigos com os quais podia compartilhar sua fé, falar sobre suas dúvidas e fraquezas, orar juntos, etc.

- Dom espiritual (2Tm 1:6; 1Tm 4:14). O jovem que deseja ser usado por Deus não deve negligenciar o dom que Deus lhe deu; antes, deve exercitá-lo com disposição. Há tantos jovens com tantos dons e talentos para serem usados no reino de Deus mas muitos se escondem e se inibem.

- Disciplina pessoal (2Tm 2:4-6). A juventude é tempo de fazer esforço. Assim como seu corpo precisa de exercício para crescer sadio e forte, assim como para você ser bem sucedido na vida tem que estudar e investir em conhecimento, assim também é na vida espiritual. São necessários disciplina diária, exercício físico, estudo e oração.

“O importante não é ser um visionário, mas ter as visões de Deus”.


CONCLUSÃO:

Timóteo era um jovem semelhante a milhares que estão todos os dias nas igrejas, escolas e ruas. Timóteo foi diferente, pois encontrou em Jesus a razão da sua vida. Tornou-se um lider, um evangelista comprometido com o reino de Deus. Procure tomar as atitudes que Timóteo tomou em sua vida cristã, e você será um jovem usado por Deus!

Billy Graham diz: “Há apenas uma paixão capaz de controlar as outras: a paixão de conhecer e obedecer a Deus.”

Deus abençoe!



19/03/2016

"Jovens da Bíblia": Moisés - Esperando o aperfeiçoamento de Deus
Unknown16:27 0 comentários


Dando continuidade a nossa série falaremos um pouco sobre a vida de Moisés.

Moisés assim como alguns outros jovens que mencionamos aqui, não tem apenas a sua juventude, mas sua vida toda retratada na Bíblia. Mas hoje focaremos em um aspecto que não está relacionado apenas a juventude dele, mas  que muito tem a nos orientar quanto a nossa vida ministerial que, querendo ou não, por conta de sermos jovens, está apenas iniciando.

Desde em seu nascimento, podemos ver que Moisés foi alguém separado por Deus, pois todo o cenário no Egito era desfavorável para sua existência. Devido o grande desenvolvimento do povo hebreu no Egito, Faraó temendo que eles se rebelassem (Ex. 1.7-10), mandou matar todos os meninos abaixo de 2 anos (Ex.1.15-22), e Moisés nasceu bem nesse período, porém sua mãe conseguiu escondê-lo por três meses (Ex. 2.2) e logo após temendo sua morte, tentando salvá-lo, o colocou em um cesto no rio Nilo, que poderia ter feito com que qualquer desgraça lhe acontecesse, mas por providência e proteção divina, o levou até a filha do Faraó que o tomou como filho (Ex. 2.3-10). Até esse ponto podemos ver que houve todo um cuidado de Deus para que Moisés permanecesse vivo, e mesmo que ele não soubesse, já estava sendo forjado e educado para ser a pessoa que Deus havia escolhido para libertar o seu povo.

Os anos se passaram e o processo de ensinamento foram se intensificando, ao ponto de, apesar dele não saber que Deus iria usá-lo para libertar o povo hebreu e ele ter educado no palácio de Faraó como se egípcio fosse, ele ao ver injustiças com um israelita, se sentir incomodado como se a injustiça fosse com ele próprio, o que o fez matar o egípcio em defesa do israelita (Ex. 2.11 e 12).

Em atos 7. 29 e 30 fala que após ele ter feito justiça com suas próprias mãos no Egito, ele passou 40 anos em Midiã, nada se fala sobre como ele ficou, além dele ter casado e se tornado pastor, durante esse tempo. Daí então surge o ponto que quero enfatizar a vocês, no período em que Moisés ficou em Midiã até ser chamado claramente por Deus para ir ao Egito libertar o povo israelita me traz um grande ensinamento, quando Deus tem algo a realizar através das nossas vidas, esse algo não acontecerá da noite para o dia, há  um processo. E muitas vezes durante esse processo Deus ficará em silêncio, e isso não quer dizer que os objetivos de Deus para com as nossas vidas mudaram, mas que ainda não chegou o tempo d'Ele agir.

Vemos claramente na passagem do tempo que o Moisés que foi libertador dos hebreus e o pastor deles no deserto por quase  40 anos, já não era o mesmo impulsivo que matou o egípcio, ele aprendeu a esperar o direcionamento de Deus para agir, aprendeu a não agir pela força do próprio braço (Exemplos: Ex. 5. 22 -23 e Ex. 6. 10-12). Os 40 anos de exílio em Midiã foram essenciais para ele se tornar o libertador (Ex. 3. 10), profeta (Dt. 34. 10-12), juiz (Ex. 18.13-22) dentre outras funções que desempenhou, que foi.

Podemos ver  que o tempo que passamos em espera, diante de algo que Deus quer realizar em nós, é um tempo de amadurecimento, crescimento e aprendizado. Sem esse tempo é impossível nos tornarmos a pessoa capacitada que precisamos ser para realizar a vontade de Deus.

Sendo assim vemos que mesmo que já saibamos, ou não, do propósito que Deus tem para nós, precisamos passar pela fase de aperfeiçoamento de caráter e personalidade. Nessa fase talvez vejamos a Deus, talvez não. Talvez Ele fale conosco. talvez não. Mas o mais importante é que os propósitos d'Ele em nossas vidas, não mudam com o tempo, nossas impressões ou até nossos pré-julgamentos. A história que Ele escreveu para nós, como no caso de Moisés, já foi feita a muito tempo e não está sujeita a nossa compreensão, apenas ao tempo d'Ele agir.

Fiquem na paz, pessoal!
E esperem o agir de Deus na vida de vocês!

12/03/2016

Jovens da Bíblia – Davi: Derrubando Gigantes [Parte 2]
Unknown11:54 0 comentários

Oi Pessoal! Hoje iremos dar continuidade à nossa série falando sobre Davi. Falarei hoje de sua épica batalha contra o gigante Golias e apresentarei alguns motivos pelo qual ele saiu vitorioso nessa luta! 


A batalha de Davi e Golias é uma das histórias mais bem-conhecidas em toda a Bíblia. Um campeão, Golias, saía do campo dos filisteus todos os dias durantes mais ou menos quarenta dias, desafiando o exército israelita para mandarem um competidor digno. Este gigante filisteu tinha mais ou menos três metros e usava pelo menos 55 quilos de armadura. Confiante na superioridade de seu equipamento e da sua força natural ele propõe uma competição em que o ganhador ficaria com tudo. Ninguém aceitava a proposta!

O jovem Davi foi enviado por seu pai para levar grãos tostados, pães e queijo para os seus irmãos e o seu comandante na frente da batalha. Foi neste campo que a vida de Davi tomou um rumo diferente, e nunca seria a mesma. O resultado final, porém, não aconteceu por acidente. Davi, um pequeno jovem, acabou derrotando esse gigante!

Vamos aprender sete passos tomados por Davi para derrotar o gigante. Mas primeiramente precisamos saber quem foi Golias. A Bíblia assim o descreve:

“Um homem chamado Golias, da cidade de Gate, saiu do acampamento filisteu para desafiar os israelitas. Ele tinha quase três metros de altura e usava um capacete de bronze e uma armadura também de bronze, que pesava uns sessenta quilos. As pernas estavam protegidas por caneleiras de bronze, e ele carregava nos ombros um dardo, também de bronze. A lança dele era enorme, muito grossa e pesada; a ponta era de ferro e pesava mais ou menos sete quilos. Na frente dele ia um soldado carregando o seu escudo.” (1 Samuel 17.4-7 NTLH).

Pela descrição acima Davi não tinha chance alguma de derrotar esse imenso filisteu; porém ao estudarmos todo o capítulo 17 de 1 Samuel vamos encontrar de forma bem distinta sete passos que levaram Davi à vitória.

1º passo: Motivação. Saul e todo o seu exército estavam apavorados e não sabiam como agir diante daquela situação. Porém, Davi ao saber que aquele que matasse o gigante receberia: (a) grandes riquezas, (b) casaria com a filha do rei, e (c) teria a isenção de impostos em Israel (1 Samuel 17.25), recebeu motivação necessária para lutar contra o gigante. Na verdade, todos os soldados do rei sabiam que tal trunfo traria todos esses benefícios; entretanto nenhum deles se motivou para derrotar o gigante. Davi, porém, viu nisso uma grande oportunidade e motivou-se o suficiente para enfrentar Golias. A motivação vence o medo. Logo é inegável que tal motivação desencadeou em Davi todos os demais passos que veremos.

2º passo: Comparação. O Davi motivado começa agora a comparar o tamanho de Golias com o poder do seu Deus. Ele diz: "Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?" (1 Samuel 17.26). Primeira comparação: Golias era incircunciso (não tinha parte na Aliança de Deus), ele (Davi) era circuncidado e herdeiro da Aliança de Deus feita com Abraão. Segunda comparação: Golias e seu exército tornaram-se desprezíveis quando comparados com “os exércitos do Deus vivo”.

3º passo: Trazer à memória vitórias anteriores. Davi, como pastor de ovelhas tinha experimentado vitórias esmagadoras contra leões e ursos. Veja o que ele disse a Saul:
“Tenho matado leões e ursos e vou fazer o mesmo com esse filisteu pagão, que desafiou o exército do Deus vivo. O Senhor Deus me salvou dos leões e dos ursos e me salvará também desse filisteu. (1 Samuel 17.36-37 NTLH).
Davi reconheceu que IAHWEH, o Deus de Israel o salvou dos leões e dos ursos e que faria o mesmo com relação àquele filisteu. Davi atribuía a Deus a sua vitória e não à sua própria força ou capacidade.

4º passo: Usar a armadura correta. Saul, preocupado com Davi, ofereceu-lhe sua armadura, entretanto Davi nem conseguia andar com aquela imensa armadura. Assim Davi resolve enfrentar o gigante com as armas que ele habilmente manejava: 1 cajado (vara), 1 alforje (implemento de caça ou guerra), 1 surrão (sacola), 1 funda (arma feita de uma tira estreita de couro) e 5 pedras lisas do ribeiro. Devemos lembrar que nossas armas não são carnais e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas (2 Coríntios 10.4). Paulo nos ensina sobre a armadura de Deus (Efésios 6.10-18). Os sete aparatos dessa armadura são: (1) verdade, (2) justiça, (3) preparação do evangelho, (4) escudo da fé, (5) capacete da salvação, (6) espada do Espírito, (7) oração e súplica. Hoje nossos gigantes são espirituais e para vencê-los precisamos da armadura correta: a armadura espiritual.

5º passo: Profetizar a vitória. A Bíblia relata que Golias desprezou a Davi e o amaldiçoou dizendo: “Vem a mim, e darei a tua carne às aves do céu e às bestas-feras do campo.” (1 Samuel 17.44). Frente a essa palavra, Davi poderia ter recuado de medo; entretanto, a confiança que ele tinha em IAHWEH, o Deus da aliança era muito maior do que aquelas ameaças. Davi então teve a reação correta e profetizou dizendo ao filisteu:

“Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. (1 Samuel 17.45-46).

6º passo: Reconhecer que Deus luta pelos seus filhos. Davi sempre atribuiu suas vitórias a IAHWEH. Ele jamais confiava no seu próprio braço. Ele declarou para o filisteu:
“Saberá toda esta multidão que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará em nossas mãos.” (1 Samuel 17.47).
Davi sabia que “do Senhor é a guerra, e ele (o Senhor) vos entregará em nossas mãos.” Portanto, Davi soube reconhecer que quem afronta os filhos de Deus, afronta ao próprio Deus vivo.

7º Passo: Enfrentar o gigante. Os passos acima de nada adiantariam se Davi não se dispusesse a enfrentar o gigante. Os versos de 48 a 51 relatam como Davi, de forma ousada enfrentou a Golias e de forma esmagadora venceu o filisteu incircunciso de aproximadamente 3 metros de altura.

Davi em nenhum momento chamou Golias de gigante. Davi sempre se refere a ele como um filisteu, um homem comum, prestes a ser morto, colocando-o no mesmo nível do leão e do urso que havia vencido antes.

Era só mais um obstáculo que será vencido.

Nunca dê importância, além da merecida, a um problema. Não o transforme em um gigante. Se você está sendo provado é para ser aprovado. O Senhor já concedeu muitas vitórias antes e Ele o fará novamente. Peça a Deus para abrir seus olhos, e passe a contemplar a vitória e não o sofrimento.

"A leve e momentânea tribulação não se pode comparar com o peso eterno de glória do por vir" (2 Co 4.17).  

A tribulação vem para produzir algo em você: Perseverança, experiência e esperança. "A Perseverança te conduz ao sucesso e ao êxito"

O que aprendemos com isso?

A maneira como encaramos os gigantes faz toda a diferença. O exercito de Israel, estava olhando para ele mesmo: “O que eles podiam fazer? Golias é muito forte.”, “Onde encontrariam um soldado tão treinado para enfrentar aquele gigante?. “E se nós formos derrotados, o que nos acontecerá?”.
Talvez até agora você tenha confiado só em você e esteja olhando, sem saída, para as dificuldades. Hoje Deus te chama a olhar para Ele e confiar somente n'Ele, para que a vitória finalmente chegue às suas mãos.

“Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará. (Sl 37.5)


O segredo da vitória está em reconhecer o poder infinito de Deus em relação ao inimigo. A fé nos leva a ver a grandeza de Deus e a fragilidade do inimigo. Nossos inimigos atuais, sejam materiais ou espirituais, terão que se dobrar perante a grandeza do nosso Deus, o Senhor dos exércitos, porque dEle é a guerra, e Ele mesmo entregará os inimigos nas nossas mãos.


Uma Semana Abençoada!

05/03/2016

Jovens da Bíblia: Davi - O pecado e o perdão [Parte 1]
Unknown12:08 0 comentários

Oi Pessoal! Hoje daremos continuidade à  nossa série falando, na primeira parte, sobre Davi.



Quando pensamos em Davi, logo nos vem a mente que ele era pastor, poeta, matador de gigante, rei e antepassado de Jesus – em resumo, um dos maiores homens do Antigo Testamento. Mas existe uma outra relação junto a esta: traidor, mentiroso, adúltero e assassino. A primeira lista fornece as qualidades que todos nós gostaríamos de ter; a segunda, as que poderiam ser reais a nosso respeito. A Bíblia não faz esforço algum para esconder os fracassos de Davi. Ele ainda é lembrado e respeitado por seu coração voltado para Deus. Quando aprendemos que compartilhamos mais dos fracassos de Davi do que de suas grandezas, deveríamos ficar curiosos para descobrir o motivo pelo qual o Senhor se refere a ele como “o homem segundo o meu coração” (At 13:22).

Davi, apesar de suas fraquezas, possuía uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de Deus. Foi um homem que viveu com grande prazer. Ele pecou, mas foi rápido em confessar suas transgressões. Suas confissões eram de coração, e seu arrependimento era genuíno. Nunca negligenciou o perdão de Deus ou tomou a sua benção como concessão. Em troca, o Senhor nunca lhe negou o seu perdão ou as retribuições de suas ações. Davi experimentou a alegria do perdão mesmo quando teve que sofrer as consequências de seus pecados.

Nossa tendência é inverter os papéis. Na maioria das vezes preferimos evitar as consequências a experimentar o perdão. Embora tenha cometido um grande pecado, Davi deliberadamente não repetiu o mesmo erro. Ele aprendeu com suas falhas porque aceitou o sofrimento que estas lhe trouxeram. Com frequência parece que não aprendemos com nossos enganos ou com as consequências resultantes dele. Quais mudanças seriam necessárias para que Deus encontrasse esse tipo de obediência em você?

Essa experiência intrínseca de Davi com o seu Criador o levou a ter êxito em sua vida, conferindo-lhe assim o título de: "O homem segundo o coração de Deus".

Vamos observar quais eram as qualidades deste jovem que surpreendeu às expectativas do Senhor.

1.    Era bom músico - Davi tocava bem e desempenhava com zelo aquilo que se propunha à fazer. Quando no pasto, cuidava das ovelhas de forma que estivessem protegidas e alimentadas. Outro fator importante, é que na sua maioria os músicos são sensíveis, e podemos ver essa virtude em Davi revelada nos Salmos: sensibilidade para adorar à Deus (Salmos 9:1,2), e também para reconhecer seus erros (Salmos 51:1-12).

2.    Era valente - Apesar da desvantagem física, Davi não fugia quando se deparava com grandes desafios (I Samuel 17:26, 32-37), mas os via como uma oportunidade de glorificar o Senhor e de crescer na vida. Provérbios 24:10 revela que "se nos mostrarmos frouxo do dia da nossa angústia, quão pequenas serão nossas forças". Portanto não fuja, mas encare os desafios!

3.    Era animoso - Davi enxergava as coisas com os olhos de Deus. Nele sempre brotava a certeza de que Deus não falharia em cumprir o prometido (Salmos 37:1-40)

4.    Era homem de guerra - Davi era aquele homem que se preparava para a batalha, que traçava estratégias para vencer a luta e ir até as últimas consequências: A Vitória! O perfil de soldado de Davi estava essencialmente ligado ao principal: Seu relacionamento com o Senhor dos exércitos e capitão da nossa salvação! (Salmos 63:1e 88:13).

5.    Era sisudo em palavras - Davi era sóbrio, sensato, moderado, cauteloso no falar. Com respeito a essa característica, temos algumas advertências na Palavra: (Mateus 5:37), (Efésios 4:29), (Tiago 1:19).

6.    Era gentil de presença - Davi era extremamente amável, cortês e onde chegava agradava. Não agia inconvenientemente, mas sua personalidade envolvia a todos com satisfação. Efésios 4:1 nos mostra que devemos "andar de modo digno da vocação com que fomos chamados", ou seja, de modo apropriado honrando ao Senhor (Colossenses 3:17).

A história de Davi e Bate-Seba, demonstra que na vida cada escolha feita de forma errada resultará em consequências desastrosas. Vimos que a escolha de Davi foi determinada por seu descuido espiritual. No entanto, apesar do grande pecado cometido por ele e Bate-Seba, dos desdobramentos de suas escolhas e das trágicas consequências, Deus demonstrou sua graça e amor, restaurando-os, perdoando-os e ainda mais, concedendo a eles a oportunidade de terem outro filho, de quem descenderia o Messias, o Salvador Jesus.

Lições de vida:
·         A disposição para admitir honestamente os nossos erros é o primeiro passo para lidar com ele.
·         O perdão não remove as consequências do pecado.

·         Deus deseja a nossa total confiança e adoração.

Um abraço! 





27/02/2016

"Jovens da Bíblia": Jacó - Vivendo a quebra de princípios
Unknown16:19 0 comentários


Olá pessoal!
Dando continuidade à nossa série sobre os jovens da bíblia hoje falaremos sobre Jacó.

Jacó tem sua história contada na Bíblia de Gênesis do capítulo 25 ao capítulo 50. Todos esses capítulos não falam exclusivamente sobre Jacó, mas também sobre seus antecedentes, descendentes e todo o contexto que os envolve e envolve também a Jacó. A Bíblia relata sua história desde a gravidez da sua mãe (25.19) e vai até o seu enterro (50.13). Porém, o que analisaremos hoje não será o início da sua vida ou o final dela, mas, sim, como ele a conduziu ao longo dos anos.

A história de vida de Jacó é uma das mais fortes da Bíblia (ao meu ver) em relação a colher frutos de atitudes erradas do passado. Desde o início de sua vida ele demonstrou ter tendência ao engano e  se aproveitar das pessoas.

O primeiro episódio em que vemos Jacó se aproveitando de alguém, é quando ele ainda jovem propõe a seu irmão lhe vender a primogenitura em troca de uma prato de lentilha (25.30-34). Naquele tempo a primogenitura era algo extremamente importante e, teoricamente, intransferível, e Jacó sabia disso, mas ele não se contentou em ser quem ele era e ter o que ele tinha; e como sabia que não teria como obter seu desejo se aproveitou de um momento vulnerável de seu irmão para propor a troca.

O segundo momento em que vemos a tendência fraudulenta de Jacó em ação, é quando ele engana o próprio pai a fim de se beneficiar com algo que não é seu por direito, a benção da primogenitura (27.18-30). Quero aqui, abrir um parenteses, para explicar a diferença entre direito e benção da primogenitura. O direito a primogenitura permitia ao filho que nasceu primeiro a garantia de maior parte da herança e a liderança sobre a família. Já a benção da primogenitura é o que hoje entendemos por profecia, aquilo que o pai falasse ao filho, com relação ao seu futuro, com certeza se realizaria e por ser o primogênito melhor parte dos "desejos" proferidos eram destinados a ele.

Diante disso tudo, podemos ver a seriedade desses acontecimentos, e mais importante que ter a liderança da família e a maior parte dos bens, era ter a benção sobre o futuro e Jacó com sua ganância e insatisfação, usurpou tudo isso, de forma intencional, do seu irmão.

Tais comportamentos de Jacó, renderam-lhe consequências irreparáveis no futuro e boa parte delas vieram através de uma "carta na manga" muito bem conhecida por ele, o engano e tirar proveito dos outros.

1ª Não envolve engano, mas foi uma consequência, teve que fugir de casa e ficar longe de sua família para não ser assassinado pelo seu irmão (27.41-44 e 28.5).

2ª Foi enganado por seu sogro (28.25-27) que prometeu que após 7 anos de trabalho daria Raquel (a quem Jacó muito amava), por esposa, porém no lugar deu sua filha Lia e o fez trabalhar mais 7 anos para ter a Raquel.

3ª Além de ter sua única filha mulher violentada (34.1 e 2), seus filhos, sem seu conhecimento e consentimento, invadiram a cidade de Siquém (terra em que o homem que violentou Diná era príncipe), mataram todos os homens e saquearam todos os bens deles, dizendo estar "lavando" a honra de sua irmã (34.25-31),mas por conta disso toda a família teve que sair fugitiva para não ser dizimada.

4ª Seu filho preferido, José (37.3) foi vendido pelos próprios irmãos (37.28). Porém, eles ao invés de falarem que haviam vendido o irmão, disseram ao seu pai, Jacó, que ele havia morrido (37.31-33), o que fez Jacó sofrer amargamente (37.34 e 35), pois ele amava muito a José.

De todos os "golpes" que Jacó levou, o da suposta morte do filho, foi o mais duro. Ele passou 22 anos sofrendo por conta do engano de seus filhos e só no fim de sua vida quando reencontrou José e pôde ter um pouco mais de paz, na terra do Egito, onde ficou alguns anos antes de morrer.

Embora Jacó tenha tido paz nos últimos dias de vida, nada pôde apagar as marcas que a quebra de princípios geraram em sua vida. Se ele desde o início não tivesse quebrado o princípio da honestidade, sua vida teria tido outro rumo, que provavelmente não lhe traria tantas dores. Como em Gálatas 6.7 diz, tudo o que o homem plantar, ele irá colher! Se ele não tivesse plantado engano, com certeza não teria o colhido.

Assim como Jacó ainda bem jovem agiu sem pensar no alcance das consequências de suas ações, nós jovens muitas vezes fazemos o mesmo. Nos iludimos com o pensamento de que ainda viveremos muito e conseguiremos lidar com tudo, e nisso vamos fazendo burrada. Burradas essas que resultam em laços familiares cortados, amigos perdidos, casamentos fracassados, vida profissional sem perspectiva e não muito difícil ou incomum, futuro destruído. 

Um princípio quebrado hoje é uma brecha para sofrimento amanhã. Sabemos que a vida não é e nem será fácil, Jesus já nos advertiu "Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo" João 16:33, mas Ele prometeu estar conosco e nos dar um futuro abençoado "Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro." Jeremias 29.11. 

Porém, para que a benção d'Ele esteja sobre nós, nós precisamos estar debaixo da vontade d'Ele e sermos obedientes. Deuteronômio 28 fala sobre isso, a benção que acompanha a obediência e a maldição que acompanha a desobediência.

Então meus queridos, o que eu digo a vocês é: Não quebrem os princípios de Deus para a sua vida! Não troque os valores d'Ele por aqueles que o desagrada. As consequências podem ser irreparáveis, e as marcas na alma, profundas e extremamente doloridas.

Se você até hoje quebrou princípios, se arrependa e volte a ser alguém cujo Deus se agrada, e se você não tem quebrado, permaneça assim, pois querendo ou não, o que eu e você fazemos hoje, é o que determinará o nosso futuro!

Fiquem na paz!

20/02/2016

Jovens da Bíblia: Estevão - Morrendo pelo Evangelho
Unknown19:55 0 comentários


Oi Pessoal! Como vão as coisas?! Hoje é sábado, dia de estudo, então vamos dar sequência a nossa série sobre os Jovens da Bíblia. Hoje falaremos sobre o jovem Estêvão!


A história da vida de Estevão começa a ser contada em atos 6. O nome Estevão significa “coroa de vencedor” e ele ganhou uma coroa por ser fiel até a morte (AP 2:10). À medida que a igreja primitiva crescia, as necessidades aumentavam, os apóstolos não conseguiam lidar com distribuição diária de alimentos as viúvas. A igreja em Jerusalém começou com três mil pessoas (Atos 2:41) e a cada dia o senhor acrescentava o número de salvos (Atos 2:47) a seguir o número de membros passou para cinco mil (Atos 4:4) e a cada dia o número de discípulos se multiplicava (Atos 6:1; 6:7).

Os apóstolos resolveram priorizar o que tinha era mais necessário (Atos 6:2) a palavra e a oração (Atos 6:2, 4). Para resolver o problema escolheram sete respeitáveis homens, para cuidar do auxílio aos necessitados em Jerusalém. Ele pertencia a um grupo de cristãos que pregavam uma mensagem mais radical, um grupo que ficou conhecido como os helenistas, seus membros tinham nomes gregos e eram educados na cultura grega.

“Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheio do espírito santo, e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço”. Atos 6:3.

Estevão foi um desses sete homens escolhidos pelos discípulos pouco depois da ressurreição de Cristo para cuidar da distribuição da assistência às viúvas da igreja, a fim de que os próprios apóstolos pudessem ficar com o tempo mais livre para as sua tarefas espirituais. Estevão era um desses diáconos e era alguém que se destacava dos demais na fé, na graça, no poder espiritual e na sabedoria.

Ele era alguém que realizava muito mais do que a obra especial que lhe fora designada, pois salientava-se entre os principais na operação de milagres e na pregação do Evangelho. Por causa de todo esse comprometimento com Cristo, logo se tornou alvo dos judeus, que o levaram perante o Sinédrio sob a acusação de blasfêmia (At. 6:9-14).

A morte de Estevão foi tão importante para o Cristianismo que o Espírito Santo fez questão de registrá-lá na bíblia com todos os seus detalhes. (Atos 7)

Diante de todos os líderes políticos e religiosos da nação, aquele jovem diácono falou com imensa intrepidez sobre como Deus conduziu o povo de Israel desde Abraão até aqueles dias. ( Atos 7: 2-53).
À medida que falava, a multidão dos líderes ficava ainda mais agitada. De repente, o jovem cristão afirmou:

“Povo rebelde, obstinado de coração e de ouvidos! Vocês são iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo! Qual dos profetas os seus antepassados perseguiram? Eles mataram aqueles que prediziam a vinda do Justo, de quem agora vocês se tornaram traidores e assassinos - vocês, que receberam a Lei por intermédio de anjos, mas não lhe obedeceram”.
(Atos 7.51- 53)

A fúria e o ódio tomaram conta dos ouvintes, de tal forma que começaram a ranger os dentes como se fossem cachorros prontos para a rinha. Todavia, Estevão fez pouco caso da ira de  seus acusadores e, com os olhos fitos no alto, disse: “Vejo os céus abertos e o  Filho do homem em pé, à direita de Deus” (Atos 7:56).

Ao ouvirem isso, todos taparam os ouvidos, gritaram e, juntos, deixaram seus lugares e lançaram-se sobre o moço, arrastando-o para fora da cidade. Tiraram o manto com qual se cobria e colocaram-no aos pés de outro jovem, chamado Saulo, que ficou assistindo, admirado, observando os líderes da nação e seus seguidores atirarem pedras contra Estêvão.

Ainda de pé, Estevão disse: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”. A chuva de pedras aumentou. Ele caiu de joelhos, clamando: “Senhor, não os considere culpados deste pecado”, e morreu (Atos -7:59,60).


O que podemos aprender com isso? (Os “Estêvãos” de hoje)

Com toda a linda história de Estevão, nós aprendemos a não renunciar a nossa fé. Às vezes, até parece fácil falar isso, porém, na prática muitos de nós negamos a Jesus diariamente (Na frente da multidão). A lição que Estevão ensina é a perseverança eterna em buscar aquilo que não vemos, e acreditar naquilo que simplesmente muitos dizem que não existe!

Mediante a qualquer situação, os verdadeiros cristãos, devem se mostrar fiéis aquilo ao que foram chamados mesmo que isso resulte a morte.

Morrer pelo evangelho, morrer pelo evangelho, morrer pelo evangelho palavras tão simples, porém tão difíceis de viver. Por quanto tempo você tem matado sua carne?  Porquanto tempo tem rejeitado o seu pecado? Será que você é um Estevão? Às vezes nós pensamos que morrer pelo evangelho é "morrer literalmente", porém todos nós precisamos morrer todos os DIAS! Muitos morrem perdendo sua vida por Jesus. Mas nós, que somos livres da perseguição, precisamos morrer também. Precisamos "matar" nossa carne e morrer para esse mundo que já está no mal.

Gostaria de levantar em você esse questionamento. Apenas faça uma auto-avaliação da sua vida e reflita!
Gostaria também e te incentivar a orar. Fazer uma oração especial. Você que não tem morrido pelo evangelho, e tem muitas vezes caído e tropeçado: Ore ao Senhor, pedindo que ele ajude você na luta diária e também que te fortaleça!
Que venhamos ser cristãos dispostos a morrer pela Cruz!

Aqui, temos algumas fotos de GUERREIROS que entenderam a mensagem e também morreram pela cruz!




Conclusão

Estevão é lembrado como o primeiro de muitos mártires no reino de Jesus Cristo. Ele entrou na história em Atos 6 e foi apedrejado no capítulo seguinte. O nome dele aparece apenas 10 vezes, todas no livro de Atos. Embora o tempo dele no palco da história tenha sido pouco, a importância da vida desse servo não deve ser subestimada. Ele mostrou características essenciais de um discípulo verdadeiro do Senhor.

Estevão nos mostra que a palavra de Cristo é mais importante do que a nossa própria vida, ilustrando bem o princípio que Jesus ensinou: "Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á" (Mateus 10:39).


A Bíblia sempre retrata Jesus sentado à direita de Deus. Mas há somente uma ocasião em que vemos o Senhor em pé ao lado do Pai: Na morte de Estevão. O próprio Cristo se pôs de pé para receber nas mansões celestiais aquele que se recusou a negá-lo nesta terra. 


Um grande abraço! Até o próximo Jovem!