20/04/2016

Teoria vocal e técnica de canto - Ressonância
Mocidade Nova Vida14:29 0 comentários

Boa tarde, pessoal!

Há algumas semanas estivemos falando sobre  RESPIRAÇÃO e  FONAÇÃO, componentes dos pilares do canto e hoje fecharemos o assunto pilares do canto falando um pouco sobre RESSONÂNCIA.


Após termos compreendido o que é a fonação, passamos para a explicação a respeito da ressonância. 
O som gerado na laringe pela vibração das pregas vocais (fonação) é um som limitado, um som fraco que precisa ser amplificado e ampliado, e a essa amplificação damos o nome de ressonância. Ressonância vocal é o processo pelo qual o produto básico da fonação é enriquecido em timbre e/ou intensidade pelas cavidades por onde o ar passa em seu caminho para o exterior.

CAIXAS DE RESSONÂNCIA

As caixas de ressonância reforçam e intensificam as vibrações (os sons) produzidas pelas pregas vocais. A qualidade do som depende da forma e do volume do ressonador. São os seguintes, os ressonadores: laringe, faringe, boca (cavidade oral), seio frontal (seios etmoidais e maxilares) e ossos da cabeça.


Laringe: Onde o som é gerado e começa a espalhar-se pelo trato vocal. A produção vocal precisa ser natural sem tensão, pois se houver tensão na laringe o resultado vai ser uma voz estrangulada, esganiçada.

Faringe: Onde a voz começa a tomar volume. Podemos ajudar ampliando o espaço na faringe como se estivesse bocejando. No bocejo a língua desce a faringe se expande e o céu da boca se eleva. Esse ajuste é prefeito tanto para colocação quanto para a ressonância.

Boca (Cavidade oral): Importante, pois ajuda para que o som gerado e ampliado seja articulado e projetado. Abrir a boca é importante para que o som tenha por onde sair, se a boca estiver fechada o som vai ter que procurar outro caminho o que pode trazer um resultado desagradável como voz anasalada, voz mal articulada, voz comprimida, pois o som faz pressão contrária na faringe e laringe.




Seio frontal, seios etmoidais e maxilares: São os principais espaços que temos no rosto, fazendo com que a voz ganhe um colorido especial. Essa parte precisa ser bem trabalhada tanto para equilíbrio da ressonância e também ajudar na hora de graduar volumes sem compensar usando o nasal.


Ossos da cabeça: Na cabeça, por termos muitos ossos associados à cavidades os ossos também, auxiliam na ressonância sendo o principal o crânio. O som se propaga pelo rosto e pela vibração alcança os seios maxilares, etmoidais, frontal e também consegue chegar ao crânio o que ajuda muito na amplidão do som e sua projeção. Se emitir um som e colocar a mão na cabeça sentimos essa vibração.

TIPOS DE VOZ

Voz de peito:A voz de peito se forma na cavidade torácica, até mais ou menos a altura da boca e será sempre a voz mais grave. É o tipo de voz que usamos normalmente para falar. No canto, é mais usada nos registros grave e médio, mas também numa pequena parcela do registro agudo.

Voz de cabeça: á a voz de cabeça ressoa para cima do nariz até as cavidades do rosto (cavidades maxilares ou frontais ) e será uma voz aguda, fina e mais suave. É usada para as notas médio-agudas e agudas.

Falsete: é uma "falsa" voz de cabeça, um recurso que permite ao cantor emitir notas mais agudas com menor esforço - ou emitir notas mais agudas do que seria possível emitir com esforço normal.

Segue alguns vídeos explicando um pouco da diferença entre essas três vozes:





TREINANDO A RESSONÂNCIA:

1)- Inspirar profundamente e expirar soltando o ar pelo nariz dizendo Hummmmmmmmm em uma nota confortável até o final do ar.  Volume moderado, repetir várias vezes.

2)- Boca Chiusa (Boca fechada em Italiano): Baseado no exercício acima cantar trechos da escala ou trechos de música sentindo o som pelo rosto e cabeça. Procure sentir o som espalhando pela cabeça.

Outros exercícios:


Espero que com esses posts sobre os pilares do canto vocês tenham aprendido um pouco mais sobre a voz e o cantar e que, os que já gostam de cantar tenham pegado mais gosto, e que os que não gostam tanto, tenham se motivado!

Fiquem na paz!

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